sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Mudanças no clima podem afetar empregos


Estudo inédito feito na Croácia aponta que a poluição pode elevar a temperatura do país em até 3,5 graus e impactar a economia local.

Um estudo inédito do PNUD realizado na Croácia – o primeiro feito com base em cenários traçados pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) - aponta que, caso as emissões de poluentes continuem crescendo, a temperatura média do país deverá aumentar entre 3 graus e 3,5 graus, já na segunda metade do próximo século. O fato, destaca o relatório, pode afetar setores importantes da economia da Croácia, prejudicando “profundamente” o desenvolvimento do país.

Intitulado Relatório de Desenvolvimento Humano da Croácia 2008 - A Climate for Change: Mudanças climáticas e seus impactos sociais e econômicos na Croácia, o estudo enumera os danos causados pela variação do clima à economia local no século 20. Ele destaca ainda que os impactos deverão aumentar e os setores como saúde pública, agricultura, indústria e turismo serão os mais afetados. Ondas de calor, como a que matou 185 pessoas em 2003 no país, devem ocorrer com mais frequência.

Segundo o relatório, se já era possível notar enormes diferenças territoriais nos quesitos de emprego, renda, qualidade de vida e oportunidades de desenvolvimento, com o agravamento das mudanças climáticas em determinadas regiões, será cada vez mais difícil para as comunidades pobres se adaptarem aos prejuízos, já que elas dependem diretamente de recursos locais como água e comida, e têm na agricultura seu principal meio de sustento.

Somente entre 2000 e 2007, o aquecimento da temperatura local causou perdas estimadas em 176 milhões de Euros para a agricultura, cerca de 0,6% do PIB nacional. Nos próximos anos, estima-se que a aridez continuará prejudicando os recursos naturais, podendo resultar na interrupção do curso dos rios e na diminuição da incidência de água potável. Nesse cenário, os gastos anuais para suprir as perdas somariam de 17 milhões de Euros a 86 milhões de Euros, gerando efeitos multiplicáveis na economia. A pesca e a cultura marítima, fatores que impulsionam a indústria croata, também estão ameaçadas pela flutuação das populações de peixes, devido à mudança de temperatura da água.

No entanto, existem casos curiosos, como o do turismo. O setor é responsável por 20% do PIB da Croácia e 28,7% dos empregos no país, e pode se beneficiar do prolongamento da temporada turística, do verão até o outono. Mas nem todas as notícias são favoráveis. De acordo com as projeções, a região perderá cada vez mais turistas para os destinos mais frios, devido ao aumento da temperatura no Mar Adriático. Outro fator de risco é o aumento do nível do mar, que caso suba, mais de 50 centímetros, deve submergir 100 quilômetros quadrados de terra, incluindo a ilha de Krapanj, a região dos rios Neretva, Krka e parte do Lago Vrana, no balneário de Biograd, ainda na segunda metade do século.

Evitando o colapso
Para o representante do PNUD na Croácia, Yuri Afanasiev, apesar de as mudanças climáticas estarem prestes a provocar sérios problemas ao desenvolvimento humano no país, elas também podem trazer diversas oportunidades benéficas; será um desafio vencê-las. O primeiro passo é que o país considere as questões climáticas como fundamentais, envolva especialistas de diversos setores e elabore um planejamento estratégico para reduzir os impactos no meio ambiente.Durante a apresentação do relatório, o presidente croata, Stjepan Mesić, afirmou que nem mesmo a crise econômica será motivo para colocar o meio ambiente em segundo plano.
“Não podemos nos enganar esperando o fim da crise, achando que ‘dias melhores’ para investir contra esse mal estão por vir: esses `dias melhores´ não chegarão. Agora é o tempo e o momento, esse é o desafio que precisamos enfrentar”. Mas nem tudo depende da Croácia. O país precisa cumprir o compromisso, assumido em Quioto, de reduzir a emissão de gases com efeito estufa em 5% até 2012. Porém os resultados mais efetivos só serão alcançados se o índice global for reduzido entre 50% e 85% até 2050. Fonte: Envolverde/Pnud

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Comunidade de Aracruz interdita obra da Petrobras


Trabalhadores da construção do Terminal de Gás da Petrobras – PABR de Aracruz estão com as obras paradas desde a tarde de ontem (19/02). A comunidade de Barra do Riacho, em Aracruz iniciou ontem um protesto contra as constantes contratações de mão-de-obra de outros Estados pela empresa Carioca Christiani Nielsen Engenharia, responsável pela obra.

O presidente da Associação de Moradores de Barra do Riacho, Paulo Flávio, disse ao Jornal Sindinotícias que o motivo do protesto é porque a empresa Carioca não tem cumprido com a terceira condicionante do Instituto Estadual de Meio Ambiente (IEMA). “Na condicionante fala que a prioridade de mão-de-obra é local. Nós falamos para o IEMA que se esses empreendimentos não gerassem empregos para a população da comunidade a gente não concordaria”.

No período de licenciamento ambiental da obra, a comunidade só concordou com o empreendimento diante dessa condicionante porque, segundo Paulo esses empreendimentos trazem muitos problemas para a comunidade. Ele afirma que a Carioca Nielsen tem contratado operários do Rio de Janeiro para tocar as obras de construção do Terminal de Gás da Petrobras.

“A Carioca não demonstrou preocupação com os impactos sociais da região, deixando dezenas de trabalhadores sem emprego na comunidade. Nós não estamos querendo nada de mais. Nós só queremos dignidade”, disse Paulo.

Uma reunião com a comunidade, a Carioca e a Petrobrás foi pré-agendada para hoje (20/02), às 15:30h, ainda sem confirmação. Paulo afirma que o acesso à obra deve continuar impedido até que a comunidade obtenha garantias de que haverá contratação local para execução das obras da Petrobras. Ele diz ainda que essa atitude da empresa seja motivo mais que suficiente para pedir o cancelamento da licença.

Além das reivindicações levantadas pela comunidade, os trabalhadores da construção civil que já prestam serviços para a construtora estão pleiteando o cumprimento da convenção coletiva de trabalho do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Espírito Santo (SINTRACONST-ES) e ameaçam paralisar a obra, caso a empresa insista em seguir a convenção do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Pesada do Espírito Santo, que possui um salário inferior ao da convenção do Sintraconst.

Por: Redação


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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Amazônia perdeu 17% de floresta em 30 anos, diz Pnuma


Relatório de agência da ONU é o primeiro a abranger a situação nos oito países amazônicos desde 1975, o documento menciona ações governamentais e civis para combater o desmatamento. O estudo, lançado nesta quarta-feira em Nairóbi, no Quênia, revela que o tamanho da perda, equivale a 94% do território da Venezuela.

CausasCerca de 150 especialistas participaram da produção do "Panorama Meio Ambiente na Amazônia: GEO Amazônia". É a primeira vez que a pesquisa abrange os oito países da região incluindo o Brasil.

O diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, disse à Rádio ONU, antes da divulgação do relatório, que é importante que haja discussão sobre as causas do desmatamento com ambos os setores, o público e o privado.

"Os dados mais importantes são que o sistema da Amazônia continua numa situação de degradação, mas em todos os países, incluindo o Brasil, existem programas por parte do governo e da sociedade civil que nos dão ideias para a solução deste problema", afirmou.
MoradoresNesta entrevista exclusiva à Rádio ONU, de São Paulo, o governador do estado do Amazonas, Eduardo Braga, afirmou que seu governo tem priorizado o desenvolvimento sustentável com os moradores da região.

"O homem e a mulher que vive na floresta, possa ser o principal beneficiário desta política de valorização da floresta em pé. Com isso, criamos o Bolsa Floresta, um programa de sustentabilidade chamado Zona Franca Verde, e ao mesmo tempo, começamos a fazer investimentos de 0,5% do PIB do estado do Amazonas em ciência e tecnologia. Resultado disso: seis anos depois, o Amazonas teve uma redução no seu desmatamento da ordem de 70%", afirmou.

Ação Coordenada
O relatório do Pnuma recomenda uma ação coordenada de todos os países amazônicos, para ajudar a região a enfrentar os desafios de manutenção da floresta.Segundo o documento, nos últimos 30 anos, o número de estradas na Amazônia brasileira foi multiplicado por 10, o que levou a maior concentração de pessoas.

O relatório afirma que os governos da região têm feito esforços concretos para combater o problema, e diz que o aquecimento global está aumentando a pressão sobre os ecossistemas da floresta. (Envolverde/Rádio ONU)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Pólo Siderúrgico ameaça vida de comunidade de pescadores


Os pescadores da Baía de Sepetiba, localizada no Estado do Rio de Janeiro, vivem uma situação desoladora desde 2006, quando começou a instalação do consórcio empresarial Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), formado pela empresa alemã Thyssen Krupp e pela Vale e financiado com R$ 1,48 bilhão do BNDES. Os graves danos ambientais provocados pela obra ameaçam agora a vida de cerca de oito mil famílias de pescadores que vivem no local.

"A situação está cada vez pior. Não temos capacitação nem condições financeiras para tentar trabalho em outro lugar ou mesmo para se mudar", afirma o pescador artesanal Ivo Soares, que preside a Associação de Aquicultores e Pescadores de Pedra de Guaratiba. O pescador tem 13 irmãos, 12 deles trabalham na pesca. "Não está dando mais para sobreviver, há muita poluição.
O governo deve tomar uma atitude e se voltar mais para a classe menos favorecida", reclama.
Em protesto, mais de 150 organizações sociais e personalidades assinaram uma carta de apoio a esses pescadores. A carta será entregue hoje (17) ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. No documento, as organizações sociais denunciam ameaças de morte sofrida pelos pescadores da região. Na última sexta-feira (13), o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo receberam a carta e, segundo informações do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS), se comprometeram a investigar as denúncias.

"Nós queremos que essas ameaças sejam investigadas pelas autoridades competentes. A Thyssen Krupp vem ao longo dos anos infringindo diversas leis brasileiras. Na verdade, eles não respeitam lei de país nenhum. No site www.business-humanrights.org, há vários casos de violação realizados por essa empresa", ressalta Sandra Quintela, assessora do PACS. "Além da poluição, há a denúncia de que mais de 500 chineses estejam sendo submetidos a trabalho degradante e morte na obra", acrescenta.

Ao ser questionada sobre o motivo pelo qual diversas empresas transnacionais são beneficiadas com a impunidade, Sandra diz acreditar que haja uma conivência do poder público com o grande capital: "Não importa se estão violando lei, prejudicando pessoas, o importante é o desenvolvimento econômico. É assim que muitos governos pensam".

Sandra lembra ainda que essa obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento e da Iniciativa IIRSA (Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-americana), projetos desenvolvidos com dinheiro público. Ela enfatiza que as organizações sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e a Central de Movimentos Populares, planejam ações para pressionar os órgãos públicos a investigar as denúncias. Fonte: Adital

Clima econômico da América Latina é o pior em 18 anos


Pesquisa divulgada hoje (18/02) pela Fundação Getulio Vargas mostra que o clima econômico da América Latina é o pior em 18 anos. Em janeiro deste ano, o Índice de Clima Econômico (ICE) da região atingiu 2,9 pontos, o menor nível da série histórica iniciada em janeiro de 1990.

O estudo é realizado em parceria com o Instituto alemão IFO. De acordo com a pesquisa, entre outubro de 2008 e janeiro de 2009, o Índice de Clima Econômico caiu em nove das 11 principais economias da América Latina. Os recuos mais expressivos foram no Brasil – onde o índice passou de 7,3 para 4,7 pontos – no Paraguai, de 6,1 para 3,4 pontos e no Equador, quando passou de 3,9 para 2 pontos.

Na comparação com a pesquisa realizada em outubro de 2008, houve uma piora acentuada sobre a situação atual e a manutenção do pessimismo em relação ao próximo semestre. De acordo com o estudo, desde outubro do ano passado, há na América Latina uma tendência recessiva.

"Em janeiro de 2009, a economia da América Latina mantém-se em fase declinante, sem mostrar, ao menos nos resultados agregados para a região, perspectivas de recuperação significativa no curto prazo", diz o documento. Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Uso inadequado de ar-condicionado e ventilador podem causar problemas



Durante o verão, os ambientes climatizados em casa, no trabalho ou no transporte são essenciais para amenizar os efeitos do calor. Na estação mais quente do ano, é comum o uso de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores que, se não utilizados corretamente, podem causar problemas à saúde das pessoas.


De acordo com a responsável pelo Ambulatório de Asma do Serviço de Pneumologia do Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória (Hinsg), em Vitória, a médica Sara Lopes Valentim, o mau uso desses aparelhos, aliado a fatores como a sobrecarga no trabalho e à rotina estressante das pessoas, pode comprometer o funcionamento do sistema respiratório.


Embora os problemas respiratórios sejam mais comuns no inverno, eles ocorrem também no verão. No entanto, podem ser prevenidos com certa facilidade se forem adotadas algumas medidas simples no dia-a-dia, como a limpeza constante, sobretudo, do aparelho de ar-refrigerado.


“É bom frisar que o ar-condicionado precisa de uma higienização constante, pois ele refresca o ar, mas acumula bactérias, fungos e vírus, elementos que são aspirados pelo sistema respiratório”, explica a médica. O ideal é limpar o ar-condicionado todos os dias, interna e externamente, deixando o filtro livre das impurezas que ficam retidas no local.


Segundo Sara Valentim, o ar-condicionado é o grande vilão para o sistema respiratório, pois torna o ambiente propício para o surgimento de doenças. “O ressecamento das vias aéreas paralisa os cílios (pêlos) nasais, impedindo a eliminação das impurezas do ar, causando, agravando ou perpetuando as doenças respiratórias como rinites, sinusites, pneumonias entre outras. Os alérgicos e as crianças, principalmente, abaixo de 5 (cinco) anos de idade, são mais atingidos por estes danos”, explica.


Uma das dicas da médica é colocar uma toalha molhada ou bacia de água no ambiente onde está o ar-condicionado, para deixar o ar mais úmido e evitar que as vias aéreas fiquem tão ressecadas.
Os ventiladores, no entanto, não devem ser esquecidos, lembra a médica. Nesse caso, é necessário limpar além das pás do aparelho, que podem acumular sujeira, o ambiente refrescado por ele, a fim de evitar que a poeira encontrada no chão se espalhe entre as pessoas. A poeira pode conter microorganismos nocivos aos seres humanos.


Como evitar doenças
A médica pneumologista faz uma série de recomendações para evitar o aparecimento de enfermidades relacionadas ao aparelho respiratório – decorrentes da má-climatização dos ambientes – e à suscetibilidade do organismo humano. Em primeiro lugar, é essencial que haja uma alimentação e hidratação corretas, sobretudo durante o verão, quando o uso dos aparelhos de refrigeração e ventilação é mais comum. O estresse diário também deve ser trabalhado, pois o fator psicológico influencia na imunidade do organismo.


Além disso, é importante que os filtros dos aparelhos de refrigeração sejam limpos com regularidade. No trabalho, a limpeza deve ser feita semanalmente.
Por fim, o termostato do ar-condicionado deve ser ajustado entre 21ºC e 23ºC, temperatura ideal estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). As pás dos ventiladores também não devem ser esquecidas durante a limpeza. Seguidas as recomendações, as gripes e alergias que também aparecem no verão certamente vão diminuir.


As doenças
Os fungos, as bactérias e os vírus são os maiores causadores de problemas do sistema respiratório. Eles se adaptam a várias temperaturas e condições de umidade e agem mediante a suscetibilidade das vias respiratórias.
Geralmente, as mucosas dos olhos, nariz e garganta ficam ressecadas devido à refrigeração proporcionada pelos aparelhos de ar-refrigerado. Essa condição se torna ideal para que os microorganismos se proliferem. O risco aumenta ainda mais quando o ambiente não é asseado.
Pessoas que vivem ou trabalham neste tipo de ambiente podem apresentar sinais como coceira nos olhos e garganta, rinites, faringites e tosses crônicas. Caso não sejam tratados corretamente, os problemas podem evoluir para doenças mais graves, tais como pneumonia, sinusite, infecções de ouvido (otite) e amidalites.


Recomendações para ambientes com ar-condicionado:
- Usar umidificadores de ar ou colocar uma vasilha com água ou toalha molhada no local;
- Manter a casa higienizada, arejada e ensolarada;
- Tomar bastante líquido para hidratação;
- Forrar travesseiros e colchões com plástico, usar edredons em vez de cobertores;
- Retirar tapetes ou objetos que acumulem pó como livros, revistas, brinquedos de pelúcia e caixas;
- Evitar os produtos para limpeza com cheio forte;
- Usar persianas laváveis;
- Evitar plantas dentro da casa;
- Não deixar que ninguém fume no ambiente;
- Usar soro fisiológico para os olhos e narinas se houver irritação;
- Evitar animais dentro de casa.
Fonte: Assessoria de
de Comunicação da Sesa

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O descaso com a mata ciliar

Hoje a sociedade capixaba começa a ficar escandalizada com a situação ambiental. Em Vitória e em Vila Velha basta uma chuva forte de 20 minutos para paralisar a cidade. No Norte as ruas estão sendo invadidas pelo mar. O Rio Doce está assoreado e já sofre uma redução de volume significativa. O Rio Jucu, em sua foz, parece um canal de esgoto. O canal sob a terceira ponte reduz exala um odor fétido nos dias de sol que faz vergonha para qualquer morador de Vila Velha.

Quer dizer: os problemas estão aí, e não surgiram por acaso. São anos e anos de descaso com o meio ambiente para chegar nessa situação. E a tendência é piorar, porque cada um cuida dos seus próprios problemas imediatos e pouco se importa com a coletividade. A questão chega a ser revoltante: em Vitória ou em Vila Velha não existe um único córrego limpo, onde seja possível beber água sem risco de morte ou infecção grave. Como uma sociedade pode se julgar civilizada dentro de tal contexto? O comportamento coletivo – honrosas exceções individuais existem – é idêntico ao de um vara de porcos.

Mas situação não chegou nesse ponto por mero descaso; mais do que descaso, o que acontece é o constante e repetitivo descumprimento da legislação em vigor, como se existe um imenso conluio para promover a imundície. O cidadão não cumpre a lei, porque não lhe parece conveniente. O Poder Público não fiscaliza nem pune, porque também não julga interessante (prevaricação?). E o efeito está aí para quem quiser ver.

O fato é que existe no Brasil uma lei, entre as (mais de 10 mil) em vigor, denominada “Código Florestal”: a Lei 4.771/65. Antes desta lei já existia um “Código Florestal”: era o Decreto 23.793/34. Antes de 1934 existiam legislações espalhadas, tratando da proteção ao meio ambiente. Tais leis nunca foram cumpridas, continuam não sendo cumpridas e continuarão não sendo cumpridas, até que a sociedade acorde para o problema.

O caso das matas ciliares é emblemático.

Mata ciliar é a formação vegetal localizada nas margens dos rios, córregos, lagos, represas e nascentes. Também é conhecida como mata de galeria, mata de várzea, vegetação ou floresta ripária. O nome “ciliar” é uma referência aos “cílios” dos olhos: assim como os cílios protegem os olhos, a mata protege o rio.

O link a seguir facilita a compreensão do que é e da razão para conservar tais matas: (Clique aqui).

O Código de 1934 já determinava. Ou seja: mais de 70 anos atrás as matas ciliares já eram protegidas por lei: já era proibido derrubar tais matas.

O Código de 65 não mudou em nada essa situação, muito pelo contrário: fixou claramente o que deve ser considerada mata ciliar. A redação atual (houve significativa ampliação dos limites em 1989) é a seguinte Lei Nº 7.803, de 18 de julho de 1989.

Vê-se, portanto, que o problema vivido hoje é fruto do que a sociedade plantou no passado: mais de 70 anos ignorando a Lei Ambiental. O cidadão não cumpre a lei porque está preocupado com seus próprios interesses. O Poder Executivo não se importa com isso porque perde votos se expulsar as famílias que constroem nas margens ou se reprimir o fazendeiro que desmata.

O Ministério Público tem muitas coisas para fazer, não se preocupa com detalhes. O Judiciário só age se provocado. E a mata definha. Cada cidadão, investido de autoridade ou não, tem seu papel (miserável) nesse quadro de horror.

É papel de todos reverter esse quadro, enquanto ainda resta (pouco) tempo. Uma sociedade empenhada na limpeza – e não na sujeira – é capaz de transformar o Estado em pouco tempo. E a natureza agradece.

Por: Dr. Luís Eduardo Nogueira Moreira. (Foto Capa)*

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Equidade de gêneros



O ano começa com bons programas do Governo Federal como o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e o programa Pró-Equidade de Gênero, em que algumas empresas estão se movimentando para sua implantação nos estados da federação. O Pró-Equidade de Gênero pretende resolver as questões de direitos trabalhistas pertinente às mulheres que são tratadas com desigualdade salarial e, paralelo a este, a justiça trará outro programa, o Começar de novo, dirigido pelo conselho nacional de justiça que visa à integração de ex-presidiários ao mercado de trabalho.

A presidência da república acabou de sancionar a lei que cria o Instituto Federal de Educação em Ciência e tecnologia para nível médio e superior, com início em Campinas-SP, que de maneira integrada conta com 500 mil vagas. O ministro da educação Eliezer Pacheco garante que as universidades têm 64 unidades de ensino tecnológico no nível federal com previsão de mais de 100 unidades em 2009. Perguntado sobre a rapidez na implantação deste programa, explicou que há déficit na formação de professores, mas os cursos prioritários estão no bacharelado tecnológico e falta pessoal nas áreas agrotécnicas das universidades federais.

No Senado um projeto sob a liderança da senadora Marina Silva, propõe a aposentadoria para os trabalhadores da área extrativista na idade de 60 anos para os homens e 65 anos para as mulheres consideradas mais fortes do que homens para o trabalho. A Câmara dos Deputados realizou mais de 300 audiências públicas no ano de 2008 sendo possuidora de 52 comissões dela, e 20 são permanentes.

Estes foram os mais novos projetos, porém a criação do Fundo Soberano servirá apenas para financiar projetos no exterior do país.

Ainda não encontramos meios para o fim da prática do aborto em clínicas clandestinas, que em muitos casos resultam em doenças, infecções generalizadas e até mesmo a morte, por ser feito em condições precárias com pessoas despreparadas e com o uso de equipamentos sem a devida esterilização.

O armazenamento de imagens gravadas, fotografias, nos meios de comunicação dando um sentido pornográfico à criança, enquadra o responsável no crime de pedofilia com a pena de 4 a 8 anos, a tese tem origem na modernização do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Em se tratando da Equidade de Gêneros, as equipes de trabalho terão muito a fazer.

Beber na latinha? Só lavando antes



Beber direto na lata de alumínio pode trazer riscos para a saúde. Especialistas e órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) dizem que, embora não haja registros de alguém que tenha ficado doente exatamente por isso, a possibilidade de contrair doenças como a leptospirose, a hepatite A e infecções gastrointestinais por bactérias existe.
O risco, porém, pode ser eliminado com um simples cuidado: lavar a lata com água e sabão antes de beber.

“Você não come uma maçã sem lavar. O mesmo deve ser feito com a latinha”, diz a chefe da Divisão de Controle de Alimentos da Vigilância Sanitária estadual, Marise Penteado de Mello. Esse hábito é levado a sério pela artista plástica curitibana Eliane Mara de Souza Chichof, que tem casa em Matinhos. “Lavo todo tipo de embalagem antes de colocar na geladeira. Não é só questão de higiene, mas de praticidade de se pegar o alimento já limpinho no refrigerador”, explica.



A Associação Brasileira de Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), junto com outras entidades, montou um dossiê, em 2008, que reforça a orientação da Anvisa, mas que também diz que a bactéria causadora da leptospirose – chamada leptospira –, encontrada na urina de roedores, como os ratos, só sobrevive em meios líquidos e em temperaturas acima de 21°C. Isso quer dizer que, para a transmissão, a urina do rato teria de ser recente e a bebida ingerida quente. “Ou seja, a contaminação é um mito”, diz o diretor executivo da Abralatas, Reno Castro.



A médica infectologista chefe do Controle de Infecção Hospitalar do Hospital de Clínicas e do Controle de Risco dos hospitais Vita, Marta Fragoso, é mais conservadora e ressalta que o risco existe. “A chance é pequena, mas, embora não haja registro de casos, ela existe”. A leptospirose se manifesta em um período de até 30 dias, com sintomas como dor de cabeça, febre alta e dor muscular, e, nos casos mais graves, icterícia (pele e mucosas de tom amarelado), insuficiência renal e hemorragias.
Marta também alerta para a hepatite A. “Isso (a contaminação) aconteceria pela manipulação por um indivíduo contaminado que não tenha lavado as mãos depois de ir ao banheiro nem higienizado a latinha antes de servir”. O doente com a hepatite A apresenta pele e olhos amarelados, fezes mais claras que o normal, urina escura, cansaço e dor abdominal e, em estágio avançado, comprometimento do fígado.



Bares e ambulantes
O manuseio e a armazenagem correta fazem parte das regras da Anvisa e das aulas ministradas no Senac.



“Faço pelo menos dois ou três cursos, depois volto e passo para os funcionários”, diz Maria de Lurdes Cordeiro, dona do restaurante Container, um dos mais tradicionais de Antonina.
Os vendedores ambulantes são cobrados também. “Esse é um trabalho da vigilância de cada município do Litoral, que cadastra o autônomo, exigindo um pequeno curso e o cumprimento das normas de higiene”, explica Marise.
Selo



No fim de 2008, a Anvisa foi questionada pelo Ministério da Agricultura (responsável pela qualidade de cervejas e refrigerantes) sobre a eficiência do uso de selos em latas. Após análise, a agência afirma que não há diferença entre as latas com selo e as sem. A médica infectologista Marta Fragoso reconhece que o selo não é garantia contra doenças, mas uma arma a mais para manter a higiene das latinhas. Conclusão: o melhor é sempre lavar.
Cuidados



Antes de beber na latinha, lembre-se:



> Em casa, lave-a com a água e sabão antes de guardá-la.



> Verifique se o mesmo cuidado é tomado pelo vendedor. Na dúvida, peça para que seja lavada.



> Confira se foi guardada em lugar limpo, arejado, longe do chão, do lixo e de materiais de limpeza, com telas nas janelas, sem sinal de infiltração, rachaduras ou mesmo frestas nas portas, janelas e paredes.



> Prefira os vendedores ambulantes com caixas térmicas em vez do isopor, que é poroso e, com tempo, fica impregnado de sujeira.



> Pergunte se o gelo é de água potável. Isso porque ele pode contaminar os produtos.



> Na dúvida, use o canudo, preferencialmente o embalado individualmente.Fonte: Gazeta do Povo

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Greenpeace: O Brasil está indo na contramão

A intenção do governo de diminuir a participação das hidrelétricas na matriz energética brasileira e aumentar a quantidade de energia gerada por termelétricas, prevista no Plano Decenal 2008/2017, apresentado hoje (5), não agradou a organização não-governamental Greenpeace, defensora do meio ambiente.


Para o coordenador de campanhas da entidade, Sérgio Leitão, isso mostra o desinteresse do governo com a geração de energias limpas. “O Brasil está indo na contramão do esforço que está sendo feito para diminuir a emissão de CO2, de apoiar a implementação de energias limpas e renováveis”, afirmou.

O Plano Decenal prevê que a participação das hidrelétricas na matriz energética brasileira vai cair dos atuais 85,9% para 75,9%. Por outro lado, o uso de termelétricas movidas a óleo combustível deve passar de 0,9% para 5,7% e a energia gerada por térmicas a carvão vai passar de 1,4% para 2,1%.

Durante a apresentação do Plano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, justificou que as termelétricas são fundamentais para a segurança energética do país. “O ideal seria mantermos os mesmos percentuais de energia gerada a partir das hidrelétricas, mas todos sabem o quanto é difícil aproveitar melhor o potencial hidrelétrico do país”, disse.

O diretor do Greenpeace afirmou que há uma contradição entre o Plano Decenal e a posição do governo brasileiro ao apresentar, durante a Conferência das Partes sobre o Clima, na Polônia, um plano nacional de mudanças climáticas, no qual apostava na redução dos gases de efeito estufa.

“O governo tem vários representantes e não sabemos exatamente qual é a sua posição. Na prática, o que a gente vê é o Brasil sujando sua matriz energética, abraçando de novo energias sujas, antigas, e que são contrárias a qualquer esforço de uma redução das emissões de gases de efeito estufa”, afirmou.

Para Leitão, as energias renováveis são viáveis do ponto de vista ambiental, econômico e social. “O que precisa é que o governo tenha um compromisso sério com a energia de matriz limpa”, diz. Para ele, faltam políticas industriais do governo brasileiro para incentivar energias renováveis.

Leitão defende a expansão da matriz hídrica no país, por ser considerada limpa e barata. No entanto, ele alerta para a necessidade de um planejamento e da consulta às populações atingidas pela construção de novas hidrelétricas.

“Se esse setor for planejado a partir do interesse das empreiteiras, como foi na década de 70, nós vamos continuar assistindo a desastres ambientais como foi a Usina de Tucuruí (Pará) e Samuel (Rondônia)”, lembrou.

De acordo com o Plano Decenal, a previsão do governo é que a geração de energia nas termelétricas aumente de 1,9 mil megawatts para 10,4 mil megawatts até 2017. No caso das térmicas a carvão, a geração deve passar de 1,4 mil megawatts para 3,1 mil megawatts.

Em contrapartida, a geração de energia nas hidrelétricas deve passar de 84,3 mil megawatts em 2008 para 117,5 mil megawatts em 2017, e a geração de energia por meio de usinas movidas a biomassa e usinas eólicas devem passar de 1,2 mil megawatts para 6,2 mil megawatts. Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Associação quer indenização para moradores da Grande Vitória



Imóveis vendidos com depreciação em seu valor, pessoas com altas despesas para tratar a saúde pessoal ou de seus familiares, gastos com pagamento de empregados domésticos, esforços físicos em excesso e doenças respiratórias. Esses são alguns dos problemas desencadeados pelo “pó preto” encontrado em nosso ar. Além de prejudicial à saúde, o “pó preto” também é a causa de uma desagradável camada de sujeira nos móveis, nas residências, nas roupas e em tudo que se pode tocar, fazendo com que os habitantes da região tenham que realizar incessantes limpezas. E essa poluição acaba por desvalorizar o valor da propriedade imobiliária.

Habitantes dos municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória estão sendo prejudicados com tal poluição ambiental, causada pela Companhia Vale do Rio Doce. A Vale é uma empresa que exporta minério, e esse minério fica acumulado em seus pátios a céu aberto, em área litorânea sujeita a ventos intensos e constantes. Por ficarem a céu aberto, o material se dispersa na atmosfera.

“Os métodos de aspersão utilizados pela Vale não são suficientes para evitar a poluição e, além disso, a empresa também possui usinas de pelotização que expelem gases e micro-partículas nocivas a saúde humana”, explicou o diretor da Associação Nacional do Meio Ambiente (ANAMA), Sr. Álvaro Luís.

Álvaro Luís conta que as partículas que se acumulam nos pulmões causam fibroses, bronquites, asmas, doenças cardíacas, cânceres, sinusites, alergias e outros males. “As chaminés da Vale emitem SO2 ou dióxido de enxofre que, combinado com a hemoglobina forma o ácido sulfúrico que causa enfermidades”, explicou o diretor.

Outro malefício causado pelos poluentes liberados pela empresa é o lançamento de efluentes brutos no mar, que ocasionou o decréscimo da fauna marinha nas áreas da Grande Vitória. O minério que a empresa produz também foi responsável pelo assoreamento da Baía.

Diariamente, principalmente nos bairros localizados na Zona litorânea do município da capital capixaba e vizinhanças, as habitações são acometidas por acúmulo de um “pó preto” e esse pó prejudica a saúde das pessoas, causando problemas respiratórios principalmente nas crianças e nos idosos.

Os habitantes desses municípios cobram das autoridades, que fazem jus defendendo o meio ambiente equilibrado e a qualidade de vida, nos termos da Constituição Federal:"Art. Art. 225 e a lei 6.938/81. Quando atos dos agentes públicos autorizaram a poluição, a responsabilidade será objetiva, nos termos do art. 37, § 6º da Constituição Federal[1][1]. Quando se tratar de omissão, a responsabilidade será subjetiva, bem como suas respectivas autarquias responsáveis pelo meio ambiente, são co-responsáveis pela poluição.

“Nesse caso não só a Vale tem culpa, mas também o Poder Público que, além de autorizar que esse tipo de coisa ocorra, também não toma providências suficientes para evitar que a saúde da população, suas residências e o meio ambiente sejam ainda mais prejudicados”, disse.

O diretor lembrou que “o Código Civil também ampara a presente ação: "Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. Art. 187, Art. 944... Portanto, a primeira coisa a ser exigida da Vale é a obrigação real de reduzir imediatamente a poluição. Sendo tal medida adotada, a população não sofrerá com o “pó preto”. Cessarão, por assim dizer, a degradação dos danos patrimoniais e morais que vêm sendo causados no dia a dia. Todavia, cessar os danos não implicará, automaticamente, na reparação dos prejuízos morais e patrimoniais já causados. O valor da indenização poderá ultrapassar os 500.000.000,00 (QUINHENTOS MILHÕES DE REAIS)”, concluiu o diretor da ANAMA.

Reciclar óleo de cozinha é preservar o meio ambiente!

Muitas pessoas não levam em conta que a simples atitude de jogar um pouquinho de óleo diariamente pelo ralo da pia pode ser tão prejudicial ao meio ambiente e, conseqüentemente, a sua própria vida. O óleo que vai para o ralo da pia causa elevação nos custos de tratamento do esgoto; obstrução das redes coletoras; formação de uma barreira que não permite a entrada de luz nos corpos d’agua, e, conseqüentemente, a diminuição da sua oxigenação; impermeabilização do solo, o que dificulta o escoamento de água das chuvas, podendo dificultar o abastecimento do lençol freático ou ainda ocasionar enchentes e contaminação do solo e dos lençóis freáticos.

Diante disso, o que fazer com o óleo de cozinha? Em vários Estados existem projetos que viabilizam a reciclagem do óleo de cozinha, dando a ele um novo rumo. Aqui no Espírito Santo não é diferente. Entre os diversos projetos de autoria da vereadora Linda Morais em defesa ao meio ambiente está a Lei Municipal que compete ao município a reciclagem e o reaproveitamento do óleo de cozinha. “Com o objetivo de propagar a importância de reaproveitar o óleo de cozinha usado, esse projeto é uma boa oportunidade para respeitarmos o meio em que vivemos”, contou a vereadora ao Sindinotícias.

Em entrevista ao Jornal Sindinotícias, o gerente de resíduos sólidos da Secretaria de Serviços Urbanos da Prefeitura de Vila Velha, Sérgio Toniato, disse que “o projeto Vila Velha Recicla Óleo está funcionando, mas só não tem a coleta do óleo nos bairros. Existem empresas como a Marca Ambiental e a Ecológica que recebem o óleo”.

Além disso, Vila Velha tem o projeto “Vila Velha Recicla Óleo”, realizado pela Secretaria de Serviços Urbanos (Semsu) e o projeto “De Olho no Óleo”, realizado pela Escola Universo, também fazem um trabalho de conscientização nas escolas e nos bairros. “O benefício de se reciclar óleo é muito grande porque 1 litro de óleo pode contaminar até 1 milhão de litros de água”.

Quando reciclado, o óleo de cozinha pode virar produtos como sabão, detergente, desinfetante, biodiesel, entre outros. Assim o Jornal Sindinotícias deixa uma dica para quem deseja reaproveitar o óleo: não jogue óleo no ralo, recicle! Cada litro de óleo reciclado representa milhares de litros de água limpa.

Receita para fazer sabão a partir do óleo de cozinha
Material5 litros de óleo de cozinha usado2 litros de água200 mililitros de amaciante1 quilo de soda cáustica em escama

PreparoColoque a soda em escamas no fundo de um balde cuidadosamenteColoque, com cuidado, a água fervendoMexa até diluir todas as escamas da sodaAdicione o óleo e mexaAdicione o amaciante e mexa novamenteJogue a mistura numa forma e espere secarCorte o sabão em barras

ATENÇÃO: A soda cáustica pode causar queimaduras na pele. O ideal é usar luvas e utensílios de madeira ou plástico para preparar a mistura.
Por: Redação