Trabalhadores da construção do Terminal de Gás da Petrobras – PABR de Aracruz estão com as obras paradas desde a tarde de ontem (19/02). A comunidade de Barra do Riacho, em Aracruz iniciou ontem um protesto contra as constantes contratações de mão-de-obra de outros Estados pela empresa Carioca Christiani Nielsen Engenharia, responsável pela obra.
O presidente da Associação de Moradores de Barra do Riacho, Paulo Flávio, disse ao Jornal Sindinotícias que o motivo do protesto é porque a empresa Carioca não tem cumprido com a terceira condicionante do Instituto Estadual de Meio Ambiente (IEMA). “Na condicionante fala que a prioridade de mão-de-obra é local. Nós falamos para o IEMA que se esses empreendimentos não gerassem empregos para a população da comunidade a gente não concordaria”.
No período de licenciamento ambiental da obra, a comunidade só concordou com o empreendimento diante dessa condicionante porque, segundo Paulo esses empreendimentos trazem muitos problemas para a comunidade. Ele afirma que a Carioca Nielsen tem contratado operários do Rio de Janeiro para tocar as obras de construção do Terminal de Gás da Petrobras.
“A Carioca não demonstrou preocupação com os impactos sociais da região, deixando dezenas de trabalhadores sem emprego na comunidade. Nós não estamos querendo nada de mais. Nós só queremos dignidade”, disse Paulo.
Uma reunião com a comunidade, a Carioca e a Petrobrás foi pré-agendada para hoje (20/02), às 15:30h, ainda sem confirmação. Paulo afirma que o acesso à obra deve continuar impedido até que a comunidade obtenha garantias de que haverá contratação local para execução das obras da Petrobras. Ele diz ainda que essa atitude da empresa seja motivo mais que suficiente para pedir o cancelamento da licença.
Além das reivindicações levantadas pela comunidade, os trabalhadores da construção civil que já prestam serviços para a construtora estão pleiteando o cumprimento da convenção coletiva de trabalho do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Espírito Santo (SINTRACONST-ES) e ameaçam paralisar a obra, caso a empresa insista em seguir a convenção do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Pesada do Espírito Santo, que possui um salário inferior ao da convenção do Sintraconst.
Por: Redação
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